quinta-feira, 6 de março de 2008

Tv presta?


Em minhas palestras recebo muitas perguntas sobre o uso da televisão; observe algumas delas: O que acontece com a nossa mente quando estamos assistindo um filme? Até que ponto aquilo que nós assistimos nos afeta? O que devo fazer com a minha televisão? É pecado assistir TV?
Bem, vamos com calma. Quando uma pessoa está assistindo tv, segundo Valdemar W. Setzer do Departamento de Ciência da Computação da Universidade de São Paulo: “O telespectador está fisicamente inativo. Dos seus sentidos, trabalham somente a visão e a audição, mas de maneira extremamente parcial – por exemplo, os olhos não se mexem, não se vê melhor ao aproximar-se da tela, a distância do aparelho é constante, etc.
Os pensamentos estão praticamente inativos: não há tempo para raciocínio consciente e pra fazer as associações mentais, já que os dois são muito lentos (provado pelas pesquisas de Krugman em 1971). A intermitência da imagem, o ambiente em penumbra e a passividade física do telespectador fazem com que o cenário seja semelhante a uma sessão de hipnose.
Temos ainda a atividade dos sentimentos. É a única atividade externa e interna do espectador. Por isso os programas tentam sempre causar um impacto nos sentimentos: novelas com conflitos pessoais profundos, esportes perigosos e cheios de ação e a tão falada violência, o estado de sonolência do telespectador é muito conhecido entre os diretores de imagem. Por isso eles sempre produzem imagens que mudam constantemente: se a imagem ficasse parada, todos adormeceriam.”
Sendo assim, resta-nos escolher bem o que vamos assistir. A idéia não é jogar a televisão fora, afinal, como publicitário reconheço a importância da mídia televisiva. Existem filmes bons, documentários maravilhosos, programas educativos de bom nível, telejornais que nos mantém informados sobre o mundo (ainda que meio “tendenciosos”) e bons programas religiosos que levam a esperança a milhares de pessoas. Com o recurso do velho vídeo cassete e o atual DVD, conectados à TV, podemos veicular muita coisa boa.
É por isso que não podemos dizer que a TV, o rádio, a Internet e os demais veículos de comunicação, não prestam e destinam-se apenas para o mal. O segredo está em sabermos escolher o que vamos assistir, ou seja, aquilo que não é imoral, que não conduz a conceitos espíritas diversos, que não ensina a violência e que não causa vício. Não precisamos ser escravos de uma cultura de baixo nível moral e anticristão. Deus nos oferece constantemente a Sua sabedoria para sabermos fazer nossas escolhas.

Manassés Queiroz, adaptado por Daniel Licá

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