quinta-feira, 6 de março de 2008

Baixaria parte 8



Esta é a maior baixaria já vista na tv brasileira desde a sua fundação.
O BBB é dono de uma expressiva audiência e sua produtora pretende faturar durante um bom tempo com isso. Realmente vale tudo e parece mesmo que não há limites para prender a atenção do público e, daqui a pouco, não nos assustemos com cenas explícitas de sexo.
Na internet o apelo também é forte com transmissão ao vivo 24h com câmeras exclusivas.
O segredo do sucesso? É fácil: declarações picantes, banhos, insinuação de relações sexuais debaixo do cobertor, namoros depravados, cenas de ciúmes, brigas, conceitos de vida distorcidos, confissões amorosas, irreverência, festas, gestos libidinosos, sensualidade provocante, sedução barata e por aí vai.
Fui convidado, recentemente, para dar uma palestra em numa escola cristã, sobre a influência da mídia. O auditório era composto por cerca de 250 crianças, entre 6 a 12 anos. Quando perguntei a elas quantas assistiam regularmente ao BBB, a resposta positiva e entusiasmada foi unânime. Aproveitando o gancho eu as provoquei dizendo que o BBB não era um programa bom para assistir. Eu imaginava uma reação contrária, mas não tão nervosa e quase agressiva. A minha frase provocou certa revolta e eu percebi como elas amavam o programa. Fiquei muito preocupado e ainda constatei que elas assistem junto com os pais. Sim, a culpa e a responsabilidade são dos pais que perderam o referencial daquilo que é moralmente correto. O que será dessa futura geração?
Necessitamos reagir. Sim, podemos fazer uma campanha pessoal de conscientização, no meio em que vivemos, para influenciar, aconselhar e orientar as pessoas a não assistirem um programa tão imoral.


Manassés Queiroz adaptado por Daniel Licá

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